Ìgbá e Ewé: o fundamento ancestral das oferendas na tradição iorubá
A cabaça, ou Cuité (ìgbá), e as folhas (ewé) são, dentro da tradição iorubá e das casas sérias de Ẹ̀sìn Ìbílẹ̀ Òrìṣà, as formas mais corretas, éticas e biodegradáveis para a realização de oferendas. Isso não é apenas uma adaptação moderna: é fundamento ancestral.
A cabaça (Ìgbá) – fundamento cosmológico
A cabaça não é um simples recipiente. Ela representa o útero do mundo, o lugar onde a vida é gestada e oferecida de volta à natureza.
Na cosmologia iorubá, a cabaça simboliza Àiyé (terra), Òrun (céu) e o útero materno.
É um receptáculo natural de àṣẹ e, energeticamente, auxilia no poder do axé para ebó e oferendas. Além disso, retorna à terra sem agredir o ambiente.
Por isso, Ìgbá é utilizada para água, comidas rituais, bebidas, pós sagrados e oferendas.
Já o uso de plástico, vidro, isopor e parafina rompe o ciclo natural, poluindo a natureza e causando sérios problemas ao meio ambiente e aos animais.